Fetramesc - Federação dos Trabalhadores Municipais do Estado de Santa Catarina 

14 de Dezembro de 2018



Fetramesc - Notícias

Lista de Notícias

Reforma trabalhista cria nova barreira para tempo especial[+]

IBGE: Mais ricos recebem 36 vezes acima do que ganham os pobres em 2017[+]

A Desconstrução do movimento sindical e a sua necessária reinvenção[+]

FETRAMESC no I Fórum de Mulheres de Camboriú[+]

Fetramesc no Ocupa Brasília [+]

Ocupa Brasília[+]

Reunião da Diretoria debate alterações no regimento, no estatuto e ações estratégicas para 2017[+]

Greve Geral 28 de abril 2017[+]

FETRAMESC realiza o 2º Encontro das Mulheres[+]

Greve Geral Contra As Reformas[+]

Ministro do Trabalho recebe propostas das centrais sobre Reforma Trabalhista[+]

2º Encontro das Mulheres - FETRAMESC[+]

Contra todo e qualquer retrocesso.[+]

Reforma da Previdência ignora 426 bilhões devidos por empresas ao INSS[+]

Reforma da Previdência: Passados mais de 21 anos, os mesmos interesses escusos: os tentáculos do mercado-financeiro ultra-neo-liberal[+]

Deputados Federais debateram a Reforma da Previdência em São Bento do Sul[+]

Abertura do Ano Letivo em Porto União[+]

Sitraslo inaugura nova sede e terá atendimento diário[+]

FST FAZ ÚLTIMOS AJUSTES PARA INÍCIO DA CAMPANHA NACIONAL CONTRA RETROCESSOS[+]

Artigo: Previdência, 94 anos[+]

SINDSERV de Curitibanos Carta Aberta a População[+]

Comunicado de Férias[+]

A FETRAMESC trouxe Palestrante a Blumenau para explicar a PEC 55 e a conjuntura politica Atual.[+]

Fetramesc realiza reunião com diaretoria e conselho de representantes.[+]

É ocupação. É resistência! Próxima semana será decisiva para o futuro do Serviços Público[+]

PEC 241(55): 95% dos internautas são contra, aponta consulta do Senado[+]

PLS 385/16: Contribuição Sindical ameaçada[+]

Sinseb realiza Seminário Sindical sobre Regime Próprio de Previdência[+]

FETRAMES REALIZA REUNIÃO COM A DIRETORIA[+]

BANNER: Dia Nacional de Lutas contra a PEC 241[+]

Nota e Repudio a PEC 241[+]

REUNIÃO DIRETORIA[+]

Curitibanos Eleições 2016[+]

Direitos dos Servidores[+]

FETRAMESC em Curitibanos[+]

Sintraspug promoveu curso de capacitação para motoristas e operadores de máquinas[+]

FETRAMESC CONTRATA ASSESSORIA ECONOMICA[+]

DECISÃO JUDICIAL ADICIONAL DE INSALUBRIDADE AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE[+]

Secretário Regional Antonio Colaço Visita Sindicato[+]

Reunião Fetramesc e Nova Central com Sindicatos em Curitibanos[+]

CSPB e entidades sindicais conseguem impedir votação do PLP 257 nesta semana[+]

PLP 257/16: CSPB protagoniza ato contra projeto que coloca a dívida dos estados e DF na conta do servidor[+]

FETRAMESC em Ibirama[+]

SINTRASPUG reunido com Servidores da Saúde[+]

FETRAMESC visita Otacílio Costa, Capão Alto e Curitibanos.[+]

Nota de Falecimento Dr. Paulo Ronconi[+]

Secretário Regional em Timbó Grande[+]

SINTRASPUG, NCST SC E FETRAMESC NO SEMINÁRIO EM GASPAR[+]

MAIS UM RETORNO DE SERVIDOR EXONERADO EM ESTÁGIO PROBATÓRIO[+]

SISEMCAM Realiza Seminário em Camboriú[+]

Reunião no Sindicato dos Servidores tratará de assuntos da hora atividade dos professores[+]

Reunião Diretoria e Conselho de Representantes[+]

Reunião em São João do Itaperiú[+]

Sintraspug Realiza Assembleia[+]

FETRAMESC Visita Sindicatos[+]

Kátia é reeleita presidente do Sindicato dos Servidores de Araquari[+]

Braço do Norte Realiza Assembleia com Servidores[+]

Servidores de Brusque elegem nova diretoria[+]

CSPB reúne Diretoria Executiva e Conselho de Representantes[+]

Reunião na Nova Central Sindical de Santa Catarina[+]

Servidores de São Bento do Sul retomam negociações[+]

Gaspar - Comissão que analisa RPPS – Regime Próprio de Previdencia Social se Reúne[+]

ASSESSORIA JURÍDICA RECORREU DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU[+]

Servidores públicos iniciam greve em Santa Rosa de Lima[+]

Nota de Pesar Pelo Falecimento de Rudney Vera de Carvalho Presidente da Feserpms.[+]

Presidente do Sintraspug comenta projeto GASPREV[+]

Ministro do Trabalho em visita à CSPB firma compromisso com a classe trabalhadora[+]

ASSEMBLEIA COM OS SERVIDORES DE MAJOR GERCINO[+]

Fetramesc Cumpre Agenda de Visitas a Sindicatos Correia Pinto[+]

Fetramesc Cumpre Agenda de Visitas a Sindicatos Lages[+]

Incêndio destrói sede do Sindicato dos Servidores em Água Doce[+]

Fetramesc Participa de Assembleia em Ponte Alta do Norte[+]

Sindicato dos Servidores Públicos de São Bento do Sul garante reajuste integral da inflação[+]

Assembleia Geral Servidores de Luzerna[+]

Atenção! Pronunciamento do presidente da CSPB[+]

PIRÃO COM LINGUIÇA É SUCESSO DE PUBLICO[+]

Assistentes Sociais Pelas 30 Horas já[+]

Prefeito de Itaiópolis quer acabar com direitos dos funcionários[+]

Juridico da Fetramesc Ganha Mandado de Injunção em Santa Cecília[+]

CSPB participa de audiência pública na CDH e aponta caminho de resistência a qualquer ataque a direitos trabalhistas e sociais.[+]

POR UNANIMIDADE ASSISTENTES SOCIAIS DECIDEM PARALISAR ATIVIDADES A PARTIR DO DIA 17 DE MAIO[+]

Informativo[+]

Servidores de Lages propagam o ‘estado de greve’[+]

Passeata do Movida reúne cerca de 1.200 trabalhadores do estado em Brusque [+]

Festa do Pirão com Linguiça[+]

Servidores de Major Gercino Visitam a Fetramesc[+]

Sindicato dos Servidores Publicos Municipais de Porto União Comemoram Dia do Trabalho.[+]

Eleições na FETICOMSC[+]

Fetramesc na ALESC Contra o PLC 257/16[+]

Justiça do trabalho, concedeu liminar a Fetramesc[+]

CSPB mobiliza-se contra PLP 257 e enterra projeto em ato de protesto[+]

Fetramesc Visita sindicato em Fraiburgo.[+]

Diga Não a Pl 257/16[+]

Assembleia em Camboriu[+]

FETRAMESC Em Bom Jardim da Serra[+]

FETRAMESC Em Santa Cecília [+]

IBGE: Mais ricos recebem 36 vezes acima do que ganham os pobres em 2017

 

11/04/2018 
 

Em 2017, os  ricos do país ganharam 36,1 vezes mais do que metade dos mais pobres. Este grupo 1% mais rico da população brasileira, em 2017, teve rendimento médio mensal foi de R$ 27.213. O valor representa, em média, 36,1 vezes mais do que a metade dos mais pobres - cujo renda mensal foi de R$ 754. Em 2016, o grupo mais rico ganhava 36,3 vezes que a média do rendimento de metade dos mais pobres.

 

Os dados fazem parte da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017, divulgada hoje (11) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

 

A publicação revela que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, em 2017, foi de R$ 263,1 bilhões. Deste total, os 10% da população com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% do total. Os 10% menores rendimentos detinham apenas 0,7% da renda.

 

Para o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, os números mostram que a desigualdade ainda é grande no país. "Vamos separar a população inteira, do mais baixo ao mais alto. Se você pega metade dela, verá que a média de rendimento médio dos 50% que ganham menos é de R$ 754, valor mais que 36 vezes menor do que o rendimento da população que ganha os maiores salários, e que chega a R$ 27.213. Os 10% com os maiores rendimentos chegam a deter 43% do total recebido”, afirmou.

 

Concentração

 

Na região Sudeste, a concentração de renda foi ainda maior. Nesta região, está a maior parcela da população e reúne rendimento médio mensal real do grupo de 1% mais ricos. No Sudeste, este grupo chegou a ter concentração 33,7 vezes superior ao rendimento médio mensal real de 50% da população com os menores rendimentos – em 2016 era de 36,3 vezes.

 

A região que apresentou a menor relação foi a Sul (25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016). Em 2016, o número era 36,3 vezes maior.Também foi o Sul que teve a menor desigualdade  com 25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016.

 

O estudo do IBGE compara o rendimento da população do ponto de vista da distribuição por Grandes Regiões, tipo de rendimento, sexo, cor ou raça, nível de instrução, levando em consideração os indicadores de concentração de renda. Também são avaliados os programas de transferência de renda do governo federal.

 

Rendimento do trabalho

 

Os dados do IBGE indicam que, em 2017, as pessoas que tinham rendimento de todos os trabalhos correspondiam a 41,9% da população residente, o equivalente a 86,8 milhões de pessoas, percentual afetado pela crise econômica que afetou o país. Em 2016, o percentual chegava a 42,4% Em 2017, 24,1% dos residentes (50 milhões) possuíam algum rendimento proveniente de outras fontes. Em 2016 este percentual era menor: 49,3 milhões de pessoas tinham rendimento de outras fontes, o equivalente a 24% dos residentes.

 

O rendimento de outras fontes, mais frequente na população, vinha de aposentadoria ou pensão. Em 2017, 14,1% da população recebia por aposentadoria ou pensão; 2,4%, por pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador; 1,9%, por aluguel e arrendamento; enquanto 7,5% recebiam outros rendimentos, como seguro-desemprego, programas de transferência de renda do governo, rendimentos de poupança, valores similares aos de 2016.

 

Para o coordenador da Pnad Contínua, os números derrubam o mito de que principalmente nas regiões Norte e Nordeste, os programas de transferência renda respondem pela maior parte do rendimento das famílias.

 

“Isso não é verdade. Quando olhamos o país como um todo, observamos que 73,8% da composição do rendimento da família vem do trabalho, !9,4% de aposentadoria ou pensão e outros rendimentos como aluguel (2,4%), e o restante de pensões, doação de não morador.”

 

Bolsa Família

 

Com relação aos programas de transferência de renda do governo federal, a pesquisa constatou que o percentual das famílias brasileiras que recebiam o Bolsa Família caiu 0,6 ponto percentual entre 2016 e 2017, ao passar de 14,3%para 13,7%.

 

Segundo a pesquisa, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família em 2017 foi de R$ 324, bem inferior ao rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos que não recebiam, que era de R$ 1.489.

 

Os dados indicam que os maiores percentuais de famílias que recebiam algum tipo de benefício dos programas de transferência de renda do governo estavam localizados, no ano passado, nas regiões Norte e Nordeste, com respectivamente 25,8% e 28,4% dos domicílios.

 

Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) era recebido por 3,3% dos domicílios do país, que tinham rendimento médio real domiciliar per capita de R$ 696 reais. As regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores percentuais (5,6% e 5,2%, respectivamente).

 

Desigualdade por cor, sexo e instrução

 

Os números da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017 mostram a continuidade de distorção histórica do mercado de trabalho do país: a desigualdade salarial entre homens e mulheres, cor e raça e por nível de escolaridade.

 

A pesquisa retifica a persistência do salário maior para os homens do que para as mulheres. Enquanto o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, no Brasil, foi de R$ 2.178; entre os homens, esta média chegou a R$ 2.410. Já para as mulheres, o rendimento médio mensal registrado foi de R$ 1.868, ou seja: o equivalente a 77,5% do rendimento masculino. Em 2016, essa proporção era ainda menor: 77,2%.

 

As regiões Nordeste e Norte, apesar de terem os menores valores de rendimento médio mensal real para ambos os sexos dentre todas as demais regiões, apresentaram as maiores proporções de rendimento das mulheres em relação aos homens: Isto é, as maiores taxas de proximidades.

 

No Nordeste, o salário da mulher equivalia a 84,5% do salário do homem em 2017, enquanto no Norte este percentual era de 87,9%. Em 2016, o salário da mulher equivalia a 88,4% do homem no Nordeste e a 89,2% no Norte.

 

A Região Sudeste, que registrou a segunda maior média salarial para as mulheres (R$ 2.053) e a maior para os homens (R$ 2.810), foi, paralelamente, a região onde as mulheres registraram a menor proporção do rendimento masculino (73,1% em 2017 ante 71,7% de 2016).

 

“O Brasil é um país bastante desiguais quando se leva em conta os cortes por sexo, cor e raça, nível de instrução e regiões distintas do país. “Nós somos praticamente cinco país em um só demonstrados pelo retrato de cada uma das cinco regiões”, afirmou o coordenador da pesquisa.

 

Do ponto de vista da cor e da raça, o IBGE constatou que o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas era, em 2017, de R$ 2.814, maior que os rendimentos observados para as pessoas pardas (R$ 1.606) e pretas (R$ 1.570).

 

As mulheres brancas apresentaram rendimentos 29,2% superiores à média nacional de R$.2 178, enquanto as pardas e pretas receberam rendimentos 26,3% e 27,9%, respectivamente, inferiores a essa média.

 

A mesma distorção foi observada quando a análise é feita sob o ponto de vista do grau de escolaridade, com o nível de instrução se mostrando indicador importante na determinação do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, apresentando uma relação positiva, ou seja: quanto maior o nível de instrução alcançado, maior o rendimento.

 

“As desigualdades pelos cortes de cor (preta ou parda em relação a Branca) chega a quase à metade. A diferença persiste porque há, no Brasil, como em outras partes do mundo, maior rendimento para aqueles que tem nível superior. Só que a participação de pessoas de cor de nível superior no Brasil é muito baixa”, acrescentou Azeredo.

 

Segundo o levantamento, as pessoas que não possuíam instrução apresentaram o menor rendimento médio: R$ 842. Por outro lado, o rendimento das pessoas com ensino fundamental completo ou equivalente foi 67,3% maior, chegando a R$ 1.409.

 

Por fim, aqueles que tinham ensino superior completo registraram rendimento médio aproximadamente 3 vezes maior que o daqueles que tinham somente o ensino médio completo e mais de 6 vezes o daqueles sem instrução.

 

Fonte: Agência Brasil